Pesquisar este blog

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Projeto? O que é? Como se faz?


    Aprendizagem é um processo de mudança de comportamento obtido através de experiências construídas por fatores emocionais, neurológicos, relacionais e ambientais. Aprender é o resultado da interação entre estruturas mentais e o meio ambiente.
  E ao se trabalhar projetos, podemos aborda-los de duas maneiras, sendo eles ensino por projetos e aprendizagem por projetos, sendo estes muito diferentes em sua estrutura, pois no ensino por projeto o aluno tem um papel receptivo, onde o professor coordena o que será trabalhado, aplica regras sendo o agente do trabalho. Enquanto na aprendizagem por projeto o aluno é o agente do trabalho, e o professor é um estimulador/orientador, sendo as regras elaboradas pelo grupo, havendo um consenso de alunos e professores.
    Para se iniciar um projeto para aprender, devemos sempre usar como estratégia levantar, preliminarmente com os alunos, suas certezas provisórias e suas dúvidas temporárias. Sendo que os alunos devem começar a desenvolver estes projetos desde muito cedo, pois a criança mesmo quando nova já tem em si a curiosidade, já formula hipóteses, e por tanto devemos explorar estas características.
       Mas se a escola oferecer trabalho em projetos de aprendizagem, qual será a diferença? Não será mais um ensino de massa. O projeto é do aluno, ou de um grupo de aprendizes. Se os projetos são dos alunos, então são projetos diversificados porque 40 alunos não pensam da mesma maneira, não têm os mesmos interesses, e não têm as mesmas condições, nem as mesmas necessidades. A grande diferença, na escola, é um currículo por projetos dos alunos.
       Sendo que neste contexto o professor deve ter algumas funções especificas, tais como:
- Função de ativação da aprendizagem (Um professor, tão aprendiz quanto seus alunos, não funciona apenas cognitivamente, por isso, em um ambiente de aprendizagem construtivista, é preciso ativar mais do que o intelecto).
Função de articulação da prática (A função de articular exige grande disponibilidade, com facilidade de relacionamento e flexibilidade na tomada de decisões).
Função de orientação dos projetos (O orientador de projetos deve escolher os pequenos grupos que queira orientar; e sua escolha precisa ser recíproca, isto é, ele também deve ser escolhido pelos grupos).
Função de especialista (Exerça ou não a função de ativar, articular ou orientar, o professor sempre terá de exercer sua função de especialista).
      Já o aluno aprende através de construções, sendo um processo continuado e ocorrendo numa situação de continuidade alternada com a descontinuidade. Uma certeza permanece até que um elemento novo apareça para ser assimilado. Para que um novo conhecimento possa ser construído, ou para que o conhecimento anterior seja melhorado, expandido, aprofundado, é preciso que um processo de regulação comece a compensar as diferenças, ou as insuficiências do sistema assimilador.
       E por fim na instituição escolar, cada segmento da comunidade tem seu papel dentro da dinâmica geral de funcionamento, a ação de um interfere nas ações de outros. Se a direção acredita na mudança para nova metodologia, vai apoiar os professores interessados, facilitando a organização da grade horária, a flexibilização do currículo, participação em propostas de formação continuada etc; se os alunos mostram como se interessam por utilizar mais os computadores, o professor pode repensar sua forma de dar aulas, percebendo que, assim, os alunos podem aprender mais e melhor. E se um grupo
de professores consegue se organizar e solicitar horários para reuniões de planejamento de um projeto partilhado e interdisciplinar, a supervisão pedagógica não terá de repensar a organização dos docentes, para permitir este tipo de trabalho.


quarta-feira, 1 de maio de 2013

                    MÍDIA X LITERATURA
                                                                                                                                                                                                                                    por  Tauana Posebon dos Passos
 
            As pessoas estão cada vez mais alienadas pela TV, vivem para assistir as novelas e Reality Shows, muitas vezes deixam de sair e de conversar com suas famílias, para poder escutar o que os atores estão falando. As pessoas deixaram de ter a família, os amigos e os professores como exemplo, e passarem a querer seguir as tendências das modelos e das atrizes.
   Sem contar que a mídia vem a cada dia influenciando mais as pessoas, Borzetowisk afirma que "bastam 30 segundos para uma marca influenciar uma criança". O que nos faz refletir sobre o poder que a mídia exerce nestas nestas, durante horas de transmissões televisivas, sendo que o mercado infantil movimenta cerca de 130 milhões de reais em um ano, e 80% da influência de compra vem das crianças, ou seja é quase como se voltássemos a enxergar a criança com a mesma visão que se tinha na Idade Média, dela como sendo um adulto em miniatura, tendo as mesmas necessidades e os mesmos desejos que seus país.
 Hoje não é incomum ver uma criança de quatro ou cinco anos usando batom, sombra, tamanquinho de salto, indo ao salão fazer o cabelo ou as unhas, entre outros aparatos destinados a adolescentes ou adultos, sendo que estas crianças acabam perdendo grande parte de sua infância, deixando de brincar, pois não querem sujar suas roupas ou desarrumar seus cabelos, elas se importam mais com o comprar do que com o brincar.
Tendo em vista que este comprar é um comprar desmedido, sendo o ato de comprar a diversão em si, ou seja a criança não quer comprar por que precisa do objeto e sim por que se sente realizada por poder possui-lo, isso se torna uma forma de representar status em um determinado grupo ou a forma de ingressar neste, se tornando igual ao outro havendo quase que uma padronização dentro destas “tribos”. Segundo Souza “[...]as crianças pedem um brinquedo e outro e outro, mas simbolicamente não é o que estão precisando, o que elas buscam é a parte afetiva por traz do comprar”.
Uma pesquisa brasileira perguntou a 1067 crianças o que gostariam de ganhar no dia das crianças, sendo que apareceu em segundo colocado dinheiro tanto para os meninos quanto para as meninas, estando em primeiro lugar, MP3/ MP4/Ipod ou vídeo game. Esse pode ser muito bem o reflexo do tempo excessivo que os pequenos passam em frente da TV, pois uma outra pesquisa feita pelo IBGE, mostra que as crianças brasileiras são as que mais assistem televisão no mundo, cerca de 4 horas 51 minutos e 19 segundos por dia. Ou seja elas estão sendo bombardeada com informações e desejos que muitas vezes não têm a maturidade de discernir se é bom ou não para si, um exemplo disto são os alimentos direcionados as crianças, a ANVISA diz que “80% da publicidade de alimentos dirigidos as crianças são de alimentos, calóricos, com alto teor de açúcar, gordura e pobres em nutrientes. Mas essas crianças muitas vezes não estão comprando por gostar deste ou daquele produto em si, mas por conter na embalagem este ou aquele personagens do qual são fãs. Tendo Villela alertado para o seguinte fato:
A criança está sendo estimulada ao consumismo extremo, sendo que a criança de classe média e classe média alta, vai ter o mesmo apelo ao consumo do que uma criança que não tem condições de comprar as vezes o próprio alimento. [..]será que é justo culpar os pais por isso quando existe uma industria bilhonaria, bombardeando a cabeça de seus filhos, dizendo queiram isso, comprem isso, peçam para seus pais. É colocar um pouco as crianças contra os próprios pais, como se eles fossem aqueles que negassem o desejo, os próprios vilões.


Acabando os pais muitas vezes não percebendo que o “não” é sim muito importante para seus filhos, pois a criança necessita do contado da realidade com o não, pois vão vivenciar muitas vezes em sua vida adulta questões de contradição, onde não poderão ter aquilo que desejam, podendo muitas vezes se tornarem pessoas frustadas por não ter sido bem trabalhado na infância a negação, o fato de que não se pode ter tudo. Guareschi afirma que “ a mídia hoje é o primeiro elemento, primeiro fator, na construção e criação de nossos valores, não é mais a família, a igreja, a escola, nem os amigos, e sim os que estão na mídia”.
Outro fator que não podemos deixar de considerar é a forma que a mídia vem aos poucos aflorando a sexualidade infantil, muitas vezes através de propagandas onde é natural ver uma criança falando de namorado, ou usando maquiagem e roupas da moda, quase como uma mensagem subliminar da sensualidade que ira transmitir. Há também a questão das propagandas de bebidas alcoólicas onde a mulher quase sempre aparece com pouca roupa já com a intenção de sedução, geralmente servindo ao homem, passando a sim para as meninas que este é seu papel seduzir e servir, enquanto os meninos veem a mulher como um objeto sexual. A maneira que são vistos os brinquedos hoje também contribui para isso pois Yves alerta para isso “as bonecas de antigamente eram vistas como o bebê, era um trabalho de maternagem, hoje as Barbeis são a projeção do que a menina quer ser, [...]você não é mãe dá Barbie você é sua amiga, vai ao shopping com ela e seu namorado.”
Em contraponto as crianças estão se tornando mais imaturas, o que não é de se estranhar , pois quando se vive uma vida imaginária não se amadurece. Sendo este um dos fatores que reflete a causa de que 20% das crianças que nascem no Brasil são filhas de adolescentes, esse índice representa três vezes mais garotas menores de 15 anos grávidas do que na década de 70. O índice de gravidez entre adolescentes cresceu 150% em relação às duas últimas décadas.
E o fato das crianças passarem tanto tempo diante da TV, influência proporcionalmente, a diminuição  ao habito a leitura, e isso por sua vez influência diretamente os problemas de leitura e escritas que os jovens vem apresentando atualmente. Pois muitas vezes os alunos chegam ao sexto, sétimo ano, lendo muito mal e escrevendo com muitos erros ortográficos. Mas isso não é de se estranhar, pois se eles não leem eles não aprendem a escrever corretamente.
 Marina Carvalho, supervisora da Fundação Educar DPaschoal, diz que:

Se em casa as crianças não encontram pais leitores, reforça-se a ideia de que ler é uma obrigação escolar. Se existe uma queda no número de leitores adultos, isso se reflete no público infantil, [...] as crianças precisam estar expostas aos livros antes mesmo de aprender a ler. Assim, elas criam uma relação afetuosa com as publicações e encontram uma atividade que lhes dá prazer.


Em uma pesquisa fita pelo Instituto Pró-Livro em parceria com o Ibope Inteligência revela que os brasileiros estão lendo menos. A pesquisa diz que: "de acordo com o levantamento nacional, o número de brasileiros considerados leitores – aqueles que haviam lido ao menos uma obra nos três meses que antecederam a pesquisa – caiu de 95,6 milhões (55% da população estimada), em 2007, para 88,2 milhões (50%), em 2011". Sendo que muitas vezes as crianças ou jovens leem, somente por obrigação, para poderem desenvolver algum trabalho proposto pelo professor. Mas muitas vezes estes livros são sempre os mesmos causando assim um desinteresse por parte dos alunos.
Portanto é preciso ter um olhar mais critico ao que vemos na Televisão, mas principalmente termos um cuidado com o que as crianças estão assistindo na mesma, além de que precisamos incentivar mais e com mais meios o habito a leitura, precisamos acostumar as crianças desde muito cedo a se cercar pela literatura, devemos mostrar aos pequenos que ao ler entramos em um mundo totalmente novo, cheio de experiencias e descobertas fantásticas, devemos explorar a criatividade e a curiosidade destes para que quando eles estejam na idade de se alfabetizarem, já tenham o gosto o "amor" pela leitura.

Bibliografia:


GOULART, Nathalia. Veja Educação. 2012. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/habito-de-leitura-no-brasil-cai-ate-entre-criancas>. Acesso em: 1 maio. 2013.

Criança a Alma do Negócio (Documentário). Estela Renner, 2008. 50 min. cor. 
                              Meninas!!!!
   
   Algumas ideias para trabalhar artes com as crianças, pois precisamos sair do tradicional, lápis de cor e papel, devemos estimular a criatividade e explorar a curiosidade das crianças.

1. Transposição de imagens em tecido
Materiais:
Uma lixa
Giz de cera colorido
Tecido branco
Ferro para passar roupa
Desenhe sobre um pedaço de lixa. Coloque um pedaço de tecido sobre o desenho e passe um ferro bem quente sobre o tecido. O desenho será transpassado para o tecido, não saindo ao lavar.


2. Tinta para rosto - loção de bebê
Materiais:
1/8 (30 ml) de loção para bebê
¼ de colher de chá de corante para comida
1 esguichada de detergente líquido
Pincéis
Misture a loção, o corante e o detergente em um pires, cada cor separadamente. Pinte sobre o rosto com pequenos pincéis de maquilagem. É fácil remover com água e sabão!
DICA: Não pinte próximo dos olhos e da boca.


3. Cola colorida
Materiais:
½ xícara de farinha trigo
Adicionar água fria até dar consistência cremosa
Cozinhe em fogo baixo, mexendo sempre, por 5 min. Adicione algumas gotas de óleo comestível para ficar com aroma mais agradável e adicione algumas gotas de corante.
Pode ser conservada em geladeira num pote fechado.


4. Geleca para pintar
Materiais:
1 xícara de polvilho
4 xícaras de água
2 colheres de sopa de vaselina líquida
Corante comestível
Cozinhe o polvilho e a água até que o polvilho fique incolor, se necessário acrescente mais água. Após esfriar misture a vaselina e o corante.


5. Massa de amido de milho
Materiais:
450g de amido de milho
Bacia de plástico
2 ½ xícaras de água
Anilinas
Misture o amido e a água em uma bacia. Depois coloque o corante.


6. Massa de farinha
Materiais:
4 xícaras de farinha
1 xícara de sal
1 ½ xícara de água
1 colher (chá) de óleo
Anilinas coloridas - comestível
Numa tigela misture todos os ingredientes, amasse bem com as mãos até ficar boa para modelar. Guarde em saco plástico ou vidro tampado.


7. Impressão com giz de cera
Materiais:
Giz de cera coloridos
Ferro de passar roupa
Tesouras
Folha branca
Raspar diferentes cores de giz de cera sobre uma folha de papel. Cobrir com outra folha de papel e passar com ferro bem quente.


8. Grude
Misture em uma bacia duas xícaras de farinha de trigo e o dobro de quantidade de água. Leve ao fogo baixo e mexa com uma colher de pau até formar uma goma. Esfriar e adicionar anilina comestível. Pode-se fazer impressão do desenho da criança colocando uma folha de papel sobre o desenho e passando suavemente e palma da mão sobre o papel.